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HOMILIA dominical - 15.05.2022

v DOMINGO DO TEMPO Da pÁscoa - ano c

1ª Leitura: At 14,21b-27
Salmo 144(145), 8-9.10-11.12-13ab
2ª Leitura: Ap 21,1-5a
Evangelho: 13,31-33a.34-35

 

“Um novo mandamento: amai-vos uns aos outros.”

O Evangelho de hoje é um trecho do capítulo 13 de São João, um dos capítulos que narram os discursos de Jesus durante a última Ceia. Nestes versículos selecionados para a celebração de hoje Jesus faz um discurso de despedida em que Ele fala de vários temas muito importantes. Ele fala da sua intimidade com o Pai, da glorificação do mútua entre Ele e o Pai, da proximidade do fim e do preceito do amor.

Neste trechinho Jesus fala da glorificação que acontecerá quando Ele sofrer a Paixão. Pois a Paixão de Jesusé o cumprimento do que o Pai designou e é sacrifício do Filho por amor à humanidade. Assim sendo, a Paixão de Jesus é a glorificação de Deus pelo homem, que é Jesus. Por isso, Jesus fala do Filho do Homem.Ele que vai morrer na cruz,vai doar a sua vida. Isso será a glorificação de Deus, que é o Senhor soberano, criador da vida. Para que Deus seja glorificado é preciso então que o seu Filho único sofra a Paixão.

Mas a Paixão é também a glorificação do Filho, pois Ele veio ao mundo para realizar o que Deus, Senhor Soberano, planejou e só o Filho Jesus tem o poder de realizar o que o Pai planejou. Por isso, Jesus diz no trechinho de hoje que Deus foi glorificado Nele e Deus vai glorificá-lo logo. Jesus estava falando isto durante a última Ceia, poucas horas antes de ser preso e crucificado. Estava próximo o momento dessa mútua glorificação, tão próximo que Jesus começou dizendo: “Agora foi glorificado o Filho do Homem”, pois, como Judas Iscariotes já saiu da ceia para ir buscar os soldados para prender o Senhor, já começou a glorificação Dele.

E o Senhor sabia do sofrimento que passaria, mas isso não o impediu de realizar o desígnio do Pai. Então, em seguida ele apresenta como que um testamento. E o que ele deixaria para os seus amigos, osseus apóstolos e todos os seus discípulos? O tom da sua fala é de quem está se despedindo. Então, quem se despede fala de coisas importantes que quer deixar para os seus. Sabemos que a despedida de Jesus não é final, pois Ele ressuscitará. Mas aqui quer deixar o seu testamento.Por isso, Jesus começa a falar que deixaria para os seus amigos, os apóstolos e os discípulos um novo mandamento. Por isso, o testamento que o Senhor deixa é um testamento espiritual, quer dizer, um testamento para o mais profundo do ser humano, a interioridade, o local do coração. O testamento é um mandamento. O mandamento de amar uns aos outros, porque Ele os amou. Ele lhes deuo seu amor.

Agora essa herança tem de ser compartilhada. É um verdadeiro testamento que brota do que Ele, o Senhor, oferece. E os que recebem esse mandamento devem compartilhar essa herança. A herança do amor.

O mandamento do amor já existia na Bíblia, no Livro do Levítico 19,18 está: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Mas agora Jesus diz que Ele dá um novo mandamento. Por que novo se o mandamento do amor já estava na Bíblia? Porque agora com Jesus, o mandamento do amor tem um alcance a mais.

Todos os seus seguidores deverão praticar o amor, primeiro porque o próprio Jesus os amou. Ele disse: Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”. Ele amou primeiro, Ele é o modelo do amor. Ele está falando do amor às vésperas da maior demonstração de amor que Ele dará: Ele ama o Pai de forma plena e cumpre o desígnio do Pai por amor. E ele ama as pessoas e dará a vida na cruz para que a humanidade alcance a redenção. Ele é o Senhor do amor.

E, em segundo lugar, todos os seus seguidores deverão praticar o amor porque o amor será a característica daqueles que seguirem Jesus Cristo. O discipulado só será autêntico se os discípulos se amarem uns aos outros como o Mestre os amou. Quer dizer que o mandamento de Jesus Cristo é novo porque inaugura um novo jeito de ser discípulo, um novo jeito de ser comunidade, um novo jeito de ser sociedade. E esse novo jeito de ser é o jeito do Mestre, aquele que ama até o ponto de dar a própria vida. Seu amor é absoluto, é total. Por isso, ele pode mandar aos seus que o imitem na plenitude do amor, a ponto de só ser conhecido como seu discípulo e sua discípula aquele e aquela que praticar o amor aos irmãos e às irmãs.

Peçamos, pois, ao Espírito de amor que animava Jesus e fazia transbordar o seu amor, que também nos encha da sua presença divina, abra as nossas mentes e penetre em nosso ser, ensinando-nos a viver como o Mestre nos mandou. 

Referências:
BÍBLIA de Jerusalém. Nova ed. rev. ampl. São Paulo: Paulus, 2002, pág. 2.226.
SCHÖKEL, Luís Alonso. Bíblia do Peregrino. São Paulo: Paulus, 2017, pág. 1878-1879.

Escrita por:

Fr. Reginaldo de Abreu Araújo da Silva, OSA

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