Província Agostiniana do Brasil - Ordem de Santo Agostinho
 
Mães Mônica
“Mães de joelhos, filhos de pé".
Esse é o lema do movimento das mães Mônica. Mães que se comprometem a rezar pelos seus filhos, assim como pelos filhos das demais mães que pertencem ao seu grupo. Cada grupo contém sete mães, sendo cada uma responsável por um dia na semana para rezar. Essa espiritualidade se caracteriza pelo seguimento a Jesus Cristo, tendo como exemplo Santa Mônica que confiou sem reservas no Amor e no projeto que Deus havia confiado a ela e que mesmo diante das adversidades na sua família, confiou plenamente na vontade e no tempo de Deus. Santa Mônica rezou 30 anos pela conversão de seu esposo Patrício e de seu filho Agostinho. É nesse exemplo de perseverança que este movimento se espelha.
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Biografia
Mônica nasceu em Tagaste, atual Argélia, na África, no ano 331, no seio de uma família cristã. Desde muito cedo dedicou sua vida a ajudar os pobres, que visitava com frequência, levando o conforto por meio da Palavra de Deus. Teve uma vida muito difícil. O marido era um jovem pagão muito rude, de nome Patrício, que a maltratava. Mônica suportou tudo em silêncio e mansidão. Encontrava o consolo nas orações que elevava a Cristo e à Virgem Maria pela conversão do esposo. E Deus recompensou sua dedicação, pois ela pôde assistir ao batismo do marido, que se converteu sinceramente um ano antes de morrer.

Tiveram dois filhos, Agostinho e Navígio, e uma filha, Perpétua, que se tornou religiosa. Porém Agostinho foi sua grande preocupação, motivo de amarguras e muitas lágrimas. Mesmo dando bons conselhos e educando o filho nos princípios da religião cristã, a vivacidade, inconstância e o espírito de insubordinação de Agostinho fizeram que a sábia mãe adiasse o seu batismo, com receio que ele profanasse o sacramento.

E teria acontecido, porque Agostinho, aos dezesseis anos, saindo de casa para continuar os estudos, tomou o caminho dos vícios. O coração de Mônica sofria muito com as notícias dos desmandos do filho e por isso redobrava as orações e penitências. Certa vez, ela foi pedir os conselhos do bispo, que a consolou dizendo: "Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas." Agostinho tornou-se um brilhante professor de retórica em Cartago. Mas, procurando fugir da vigilância da mãe aflita, às escondidas, embarcou em um navio para Roma, e depois para Milão, onde conseguiu o cargo de professor oficial de retórica.

Mônica, desejando a todo custo ver a recuperação do filho, viajou também para Milão, onde, aos poucos, terminou seu sofrimento. Isso porque Agostinho, no início, por curiosidade e retórica, depois por interesse espiritual, tinha se tornado frequentador dos envolventes sermões de Santo Ambrósio. Foi assim que Agostinho converteu-se e recebeu o batismo, junto com seu filho Adeodato. Assim, Mônica colhia os frutos de suas orações e de suas lágrimas.

Mãe e filho decidiram voltar para a terra natal, mas, chegando ao porto de Óstia, perto de Roma, Mônica adoeceu e logo depois faleceu. Era 27 de agosto de 387 e ela tinha cinquenta e seis anos.

O papa Alexandre III confirmou o tradicional culto à Santa Mônica, em 1153, quando a proclamou Padroeira das Mães Cristãs. A sua festa deve ser celebrada no mesmo dia em que morreu. O seu corpo, venerado durante séculos na igreja de Santa Áurea, em Óstia, em 1430 foi trasladado para Roma e depositado na igreja de Santo Agostinho.
Oração
Maria, Mãe da Consolação, que consolastes a Santa Mônica, dando-lhe a imensa alegria de ver a vitória da graça na inteligência e no coração do seu filho Agostinho; sede vós também o nosso consolo e dai-nos a alegria de ver os nossos filhos firmes na fé que semeamos em suas almas. E se algum dele se desviar, que tenhamos a alegria de vê-lo retornar à fé, onde, com plena confiança, aguardamos a realização plena do nosso ideal e das vossas promessas.

SENHOR, concedei-nos que, imitando Santa Mônica, saibamos, com ela, viver a nossa fé com plena delicadeza. E que com ela, também, saibamos influenciar positivamente na fé de nossos filhos, para que um dia possamos ter a plena satisfação de vê-los, todos juntos, na vossa glória por toda a eternidade. Amém.
 

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