Justiça britânica autoriza retirada do suporte de vida de uma menina doente de 8 meses
 
 

Justiça britânica autoriza retirada do suporte de vida de uma menina doente de 8 meses

Indi Gregory tem apenas 8 meses e está internada no Queen Medical Center, em Nottingham, Inglaterra, após ser diagnosticada com uma doença grave. Agora, os médicos do hospital britânico contam com o apoio definitivo dos juízes para retirar seu suporte de vida, apesar da oposição de seus pais.

Notícias da Igreja

06.11.2023 | 3 minutos de leitura

Justiça britânica autoriza retirada do suporte de vida de uma menina doente de 8 meses

Indi Gregory tem apenas 8 meses e está internada no Queen Medical Center, em Nottingham, Inglaterra, após ser diagnosticada com uma doença grave. Agora, os médicos do hospital britânico contam com o apoio definitivo dos juízes para retirar seu suporte de vida, apesar da oposição de seus pais.

O Supremo Tribunal de Londres decidiu a favor da equipe de gestão do hospital Queen Medical Center, que diz não poder fazer mais nada pela menina que sofre de uma doença mitocondrial que consideram incurável.

Hoje (6) às 14h (hora na Inglaterra), é o prazo que o juiz Robert Peel deu para desconectar Indi Gregory do aparelho de suporte de vida que a mantém viva.

Esta decisão surge depois que os pais de Indi, Claire Staniforth e Dean Gregory, apresentaram um recurso, com o apoio do Christian Legal Centre, propondo a transferência da filha para o hospital Bambino Gesú, em Roma, que se ofereceu para acolhê-la e dar-lhe os cuidados necessários.

No entanto, os juízes negaram a autorização de transferência e comunicaram o seu veredicto final, alegando que a menina não seria beneficiada com a viagem para a Itália.

Os pais de Indi, que foi batizada numa cama de hospital em setembro passado, alegaram que a transferência para o centro pediátrico de Roma era a última oportunidade de evitar a sentença de morte da filha.

A situação vivida por esta menina e pela sua família é semelhante ao caso de Elfie Evans, que ficou hospitalizado durante quase dois anos em “estado semivegetativo” devido a uma condição neurológica degenerativa desconhecida.

Durante meses, os pais travaram uma batalha judicial com o hospital Alder Hey, em Liverpool – onde o menino estava – porque o centro médico queria desligar os aparelhos que o mantinham vivo e deixá-lo morrer, alegando que era o melhor para Alfie.

Os pais recorreram sucessivamente aos tribunais do Reino Unido e ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos em Estrasburgo para que lhes permitissem levar o menino a outros centros médicos que se ofereceram para acolhê-lo, incluindo o Hospital Pediátrico Bambino Gesú, em Roma.

Após extenuantes tentativas de mantê-lo vivo, o pequeno Alfie morreu em 28 de abril de 2018.

Indi Gregory sofre da mesma doença que Charlie Gard, o menino que morreu em 28 de julho de 2017 devido a um caso semelhante.

A doença havia sido diagnosticada pelo hospital Great Ormond Street, em Londres, Reino Unido. No entanto, apesar de os seus pais terem obtido doações para o levarem aos EUA para se submeter a um tratamento experimental, um juiz britânico ordenou em abril a suspensão do suporte que o mantinha vivo a pedido do hospital inglês.

 

Os seus pais, Chris e Connie, recorreram sem sucesso até chegarem ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que decidiu a favor do centro médico.