XVI Congresso Nacional Agostiniano | FABRA 2025
 
 

XVI Congresso Nacional Agostiniano | FABRA 2025

Mosteiro de Itaici recebe religiosos e leigos agostinianos de todo o Brasil para celebrar 50 anos de história, fé e comunhão.

Aconteceu na OSA

28.07.2025 - 10:53:00 | 4 minutos de leitura

XVI Congresso Nacional Agostiniano | FABRA 2025

INDIATUBA (SP) – De 21 a 25 de julho, o Mosteiro de Itaici foi palco do XVI Congresso Nacional Agostiniano – FABRA 2025, evento que reuniu cerca de 200 participantes representando 17 circunscrições da grande família agostiniana no Brasil. Esta edição histórica celebrou o Jubileu de Ouro da realização do primeiro congresso, ocorrido no mesmo local, em 1975.

A abertura oficial foi marcada por uma missa solene presidida por Dom João Inácio Müller, Arcebispo de Campinas (SP), que destacou a importância do serviço no seguimento de Jesus. “Ele nos ensinou que, sendo os últimos, nos tornamos os primeiros”, afirmou o arcebispo. A celebração contou com a presença de Dom Frei Santiago Sánchez Sebastián, OAR, bispo da Prelazia de Lábrea, que concelebrou a Eucaristia.

O evento também foi ocasião para recordar com gratidão os 100 anos da Prelazia de Lábrea e os 40 anos do martírio da Irmã Cleusa Carolina Rody Coelho. Frei Alexandre Escame, coordenador do congresso, declarou: “O coração da nossa missão pulsou intensamente em cada uma das missões e no encontro entre religiosos, religiosas e leigos.”





Reflexões sobre fé, esperança e amor
Entre palestras, rodas de conversa e celebrações, os dias foram repletos de momentos de escuta e partilha. O padre Francisco Evaristo Marcos, de Fortaleza (CE), estudioso de Santo Agostinho há três décadas, refletiu sobre “A esperança segundo Agostinho, doutor da graça”. Ele provocou: “Em quem, ou em que esperamos?” – e respondeu com o próprio Agostinho: “A esperança grita sempre a Deus” (Sermão 315).



Na missa do dia 22, Frei Alcimar Fioresi, OAR, abordou o amor à luz da figura de Santa Maria Madalena, ressaltando sua fidelidade a Jesus. “Não há outro amor senão o amor”, disse, citando o Cântico dos Cânticos para fundamentar sua homilia.


No dia seguinte, a professora Sílvia Contaldo, com sua palestra “Meu coração, onde sou o que sou”, trouxe reflexões sobre a interioridade em Santo Agostinho, destacando as 184 menções à palavra “coração” nas Confissões. 


A programação se aprofundou ainda mais com a celebração presidida por Frei Márcio Vidal, OSA, que, à luz do Êxodo 16 e da Parábola do Semeador, refletiu sobre a travessia da vida e a necessidade de um “coração fértil”.



Memória e Gratidão: 50 anos de caminhada sinodal
Um dos momentos mais marcantes foi a noite de espiritualidade, na qual foram recordadas todas as edições do Congresso da FABRA, de 1975 a 2025. Cada marco histórico foi celebrado com orações de agradecimento, destacando conquistas como a fundação da Federação, o fortalecimento dos vínculos entre as circunscrições, o compromisso com a justiça e a criação do Fundo de Solidariedade Irmã Cleusa.



No penúltimo dia, Frei Mário Sérgio Rocha, OSA, falou sobre esperança, inquietude e a busca humana por paz, afirmando: “Todos nós somos aquilo que amamos”. Reforçou que a inquietude é bússola que nos impulsiona a caminhar e nos encontrar.


A missa do dia 24 foi celebrada por Frei Maurício Manosso, OSA, presidente da FABRA, que convidou todos a viverem “uma só alma e um só coração orientados para Deus”, conforme o ideal agostiniano.



Missão na Amazônia e compromisso com a solidariedade

Encerrando o congresso, Dom Frei Santiago Sánchez Sebastián, OAR, apresentou um testemunho emocionante sobre os 100 anos da Prelazia de Lábrea. Recordou a atuação dos primeiros missionários e missionárias agostinianos e destacou a entrega da Irmã Cleusa como exemplo de fidelidade evangélica.


A missa de encerramento, também presidida por Dom Frei Santiago, reafirmou o compromisso da família agostiniana com a missão junto aos povos da Amazônia. O bispo agradeceu o apoio ao Fundo de Solidariedade Irmã Cleusa, criado no Congresso de 2023, que sustenta a atuação da Equipe Missionária Itinerante em parceria com o CIMI – Conselho Indigenista Missionário.



Festa, memória e esperança para os próximos 50 anos
O congresso também teve espaço para a celebração fraterna. Em uma animada festa temática dos anos 1970, os participantes comemoraram os 50 anos do primeiro congresso, cantando parabéns e revivendo memórias que fortalecem a identidade agostiniana.


O XVI Congresso Nacional Agostiniano – FABRA 2025 foi, acima de tudo, um reencontro profundo com a espiritualidade de Santo Agostinho. Foram dias intensos de oração, reflexão e comunhão, onde a fé se traduziu em esperança viva e o amor se manifestou em cada gesto de fraternidade.

“Hoje é tempo de voltar para dentro, vivendo uma só alma e um só coração orientados para Deus.” – Frei Maurício Manosso, OSA (presidente da FABRA)


Fonte Província Agostiniana do Brasil
Imagem Fabio Vidoti | Província Agostiniana do Brasil
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