Santos e Beatos Agostinianos
 
Santos e Beatos Agostinianos
Conheça todos os Santos e Beatos da Ordem de Santo Agostinho.
Santos e Beatos Agostinianos
Bem-aventurado Mariano de La Mata Aparício, presbítero | 5 de Novembro
Nascido em Barrio de la Puebla, Palência (Espanha) aos 30 de dezembro de 1905, emitiu seus votos solenes, na Ordem de Santo Agostinho, em 1927 e foi ordenado sacerdote em 1930. Depois de uma breve permanência na Espanha, foi destinado ao Brasil em 1931, onde exerceu o ministério presbiteral, com singular alegria e zelo apostólico, durante 52 anos. Dedicou especial atenção à promoção das Oficinas de Santa Rita, das quais chegou a abrir mais de duzentos centros, empenhados na costura para os mais necessitados e muito conhecidos pelos cidadãos de São Paulo. Foi homem de grande piedade, de oração intensa e mui devoto da Eucaristia e de Nossa Senhora. Morreu em São Paulo (Brasil), no dia 5 de abril de 1983. Foi beatificado pelo Papa Bento XVI, aos 5 de novembro de 2006.

Oração:
Deus, autor da paz e fonte da caridade, que concedestes ao Bem-aventurado Mariano um admirável espírito de paciência e serviço aos pobres e enfermos, nós vos suplicamos que, fortalecidos por sua intercessão, sirvamos sempre com amor aos nossos irmãos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
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Comemoração dos Membros Falecidos da Ordem | 6 de Novembro
As Constituições Ratisbonenses, aprovadas em 1290, prescreviam em seu sexto capítulo: “Celebre-se, a cada ano, em todo e qualquer convento de nossa Ordem, o aniversário dos nossos irmãos falecidos, no dia imediatamente seguinte à Oitava da solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo [ou seja, no dia 7 de julho]” (cap. VI, n. 44). Em 1672, tal celebração seria transferida para o dia 14 de novembro, dia seguinte à festa de Todos os Santos da Ordem e, finalmente, na reforma litúrgica de 1975, foi-lhe designado o dia 6 de novembro.

Oração:
Ó Deus, que ressuscitastes Jesus Cristo e o constituístes primícias dos que adormecem, concedei a paz aos nossos irmãos defuntos, a paz do descanso, a paz do sábado, a paz sem ocaso. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
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Bem-aventurado Graça de Kótor, religioso | 7 de Novembro
Graça (Mula, próximo a Kótor, ou latinamente Cátaro, no território da atual república de Montenegro (Carna Gora), ex-Iugoslávia, 27 de novembro de 1438 – Veneza, 8 de novembro de 1508) trabalhou como marinheiro até os trinta anos de idade. Depois de ter ouvido, em Veneza, a pregação do célebre agostiniano Simão de Camerino, decidiu ingressar na Ordem como irmão não-clérigo e passou o restante de seus anos em Veneza, distinguindo-se por uma profunda humildade, amor ao trabalho, espírito de penitência e ardente devoção à Eucaristia. Seus restos foram trasladados a sua aldeia natal. O Papa Leão XIII confirmou-lhe o culto em 1889.

Oração:
Ó Deus, que glorificastes o Beato Graça por sua vida de humildade, dedicação ao trabalho e espírito de penitência; concedei-nos, por sua intercessão, seguir fielmente nossa vocação, para difundir, pela vida e pela palavra, a glória de vosso nome. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
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Bem-aventurado Avelino Rodríguez Alonso, presbítero, e Companheiros, mártires | 8 de Novembro
Avelino Rodríguez Alonso e noventa e sete companheiros da Ordem de Santo Agostinho não temeram confessar o Cristo Senhor diante dos homens. Deram testemunho de sua fé tanto em tempos de paz como durante a perseguição contra a Igreja que recrudesceu na Espanha entre os anos 1931 e 1939. Padeceram injúrias e todo tipo de tribulações pelo amor de Cristo. Rezavam entre aqueles que, com eles, se achavam presos, ofereciam consolo a outros prisioneiros e mostravam-se felizes por haverem de imolar a própria vida em fidelidade ao Redentor. Todos receberam com serenidade de espírito a injusta condenação que lhes foi infligida e entregaram a vida destemidamente. Foram beatificados pelo Papa Bento XVI, junto a outros quatrocentos mártires do mesmo período, no dia 28 de outubro de 2007.

Oração:
Ó Deus, que fizestes os Bem-aventurados Avelino, presbítero, e seus companheiros, mártires, com o auxílio de vossa Mãe Santíssima, imitadores de Cristo até derramarem o próprio sangue, concedei que, por seu exemplo e intercessão, professemos firmemente a nossa fé com palavras e obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
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Bem-aventurado Jacinto Martínez Ayuela, presbítero e mártir | 8 de Novembro
Filho de Dámaso e Teresa, nasceu em 3 de julho de 1882 em Celadilla del Rio, província de Palencia. Foi batizado na paróquia São Salvador de seu povoado, 3 dias depois de nascer.

Já desde muito jovem, apoiado pela família, sentiu uma forte atração pela vida religiosa, dedicando-se com entusiasmo ao estudo de humanidades e de latim, com objetivo de buscar a vida religiosa. Se sobressaia em seus estudos, sempre obtendo excelentes notas.

Com os estudos iniciais concluídos e contando 15 anos de idade, entrou para o convento em Valladolid, recebendo o hábito agostiniano no dia 5 de agosto de 1897. Transcorrido o tempo do noviciado, professou os votos temporais em 3 de novembro de 1898, tendo sido seu reitor o padre Martín Hernández. Tendo concluído a filosofia, após um período de três anos, emitiu os votos solenes em 9 de novembro de 1901. No ano seguinte foi destinado ao mosteiro Santa Maria de la Vid (Burgos) onde estudou a teologia e recebeu a ordenação sacerdotal em 13 de agosto de 1913.

Seus primeiros destinos foram os colégios que a Ordem tinha na Espanha. Junto com o ensino e a educação dos jovens, continuou a se formar realizando estudos de Filosofia e Letras e alcançando a licenciatura. No Colégio Cántabro de Santander desempenhou o cargo de diretor espiritual dos alunos, deixando neles grande apreço e estima. Passou também algum tempo no colégio de Ceuta, no qual trabalhou como professor e secretário. Em 1930 foi nomeado como superior do seminário de Uclés (Cuenca), sendo muito querido e apreciado por todos que viveram sob a sua direção.

Em 1933 foi nomeado como comissário (superior) da Vice-província do Brasil. Em todos os lugares onde passou deixou uma continua amostra do seu bom trabalho e retas atitudes, cumprindo sempre a santa regra e fazendo-a ser cumprida. Todas as suas exigências começavam por si, e apesar disso era muito querido e amado, refletindo sempre em todas as suas atitudes uma maravilhosa expressão de bondade e harmonia. Era um religioso respeitado e amado. Não mediu esforços para a aquisição de terrenos na cidade de São José do Rio Preto, para a construção de um colégio e de obras sociais.

Também dedicou tempo para a escrita, publicando algumas obras de piedade e diversos escritos sobre a moral, como teorias sobre o probabilismo e o equiprobabilismo, sendo partidário das teses defendidas por Santo Afonso Maria de Ligório. Editou uma bela Via-Sacra inspirada nos clássicos espanhóis. Publicou numerosos artigos em revistas agostinianas. Os religiosos da Ordem tinham um elevado conceito sobre as suas capacidades acadêmicas, bem como em sua vida espiritual e capacidade de governar.

Por ocasião do capítulo provincial a ser celebrado em Salamanca, retornou a Espanha em 23 de julho de 1936 como representante da presença agostiniana no Brasil. Chega a Espanha um pouco antes dos trabalhos capitulares e aproveita para visitar a querida comunidade de Uclés, lugar que lhe era tão querido, e aí passar alguns dias de descanso. É precisamente quando estoura o conflito armado da guerra civil na Espanha, com o agravante da perseguição religiosa perpetrada por milicianos comunistas.

No dia 27 de julho os milicianos invadiram o convento de Uclés, porém com ajuda de autoridades locais consegue escapar e tomar um trem para Cuenca na companhia do Padre Emiliano López. Pouco tempo depois da partida do trem, foram detidos por milicianos, devido ao estado ‘irregular’ de sua documentação. Assim, foram presos em Cuenca e ali encontraram-se com outros irmãos do convento de Uclés, a saber: Frei Ginés e Padre José Galende.

Na prisão, deu um exemplo maravilhoso de comportamento cristão, animando, confessando, rezando com os presos até que no dia 21 de setembro foi tirado da prisão, juntamente com Padre Nicolás de Mier, pároco de Mota del Cuervo. Ambos foram assassinados por ódio a fé católica, na condição de serem sacerdotes e religiosos. Seu martírio se deu junto ao muro do cemitério da cidade de Cuenca e neste mesmo cemitério foi enterrado.

Foi beatificado pelo Papa Bento XVI em 28 de outubro de 2007, junto com outros mártires na perseguição religiosa da Espanha, que durou entre 1936 e 1939. Sua memória litúrgica está inserida no calendário da Ordem no dia 8 de novembro junto a outros 97 mártires agostinianos.

O exemplo do Beato Jacinto anima a todos os cristãos, em especial aos agostinianos que encontram neste seu irmão um modelo de vida totalmente ofertada ao Senhor. A oferta do mártir foi continua, já que vemos em sua trajetória que ele sempre ofertou o máximo de si em todos os apostolados que lhe foram encomendados, e lhe levou a uma fidelidade até o extremo de entregar sua vida por amor a Deus.

Que o testemunho do Beato Jacinto Martinez Ayuela possa animar a todos a ofertar a Deus o melhor de si em suas escolhas e tarefas, tanto aos leigos como aos consagrados.
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Todos os Santos da Ordem | 13 de Novembro
No dia de hoje, aniversário natalício de nosso Pai Santo Agostinho (que nasceu no dia 13 de novembro de 354), celebram-se em única festividade, juntamente com os santos e bem-aventurados das três Ordens agostinianas, cuja santidade foi reconhecida pela Igreja, todos os religiosos e religiosas santos, de todas as nações, tribos, povos e línguas, cujos nomes estão escritos no livro da vida (cfr. Ap 7, 9; 20,12).

A presente celebração é nossa ação de graças a Deus porque derramou abundantemente o dom da santidade na história das nossas três Ordens, além de ser um convite a que sigamos os passos de tantos irmãos e irmãs que seguiram com entusiasmo o Evangelho de Cristo, vivendo assim sua consagração ao Senhor.

Oração:
Ó Deus, fonte de toda santidade, que fizestes brilhar nos santos de nossa Ordem as maravilhas da vossa graça multiforme; concedei-nos que, em comunhão com os irmãos que já chegaram à pátria celestial, desejemos cada vez mais a união com Jesus Cristo, caminho, verdade e vida. Ele que vive e reina convosco, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Santos e Beatos Agostinianos
Bem-aventurado Frederico de Ratisbona, religioso | 29 de Novembro
Frederico (Regensburg, ou latinamente Ratisbona, Alemanha, + 29 de novembro de 1329) ingressou na Ordem como irmão não-clérigo naquele mesmo convento em que, em 1290, foram aprovadas as Constituições Ratisbonenses, nele passando toda a sua vida religiosa. Seus biógrafos ressaltam sua generosa obediência, sua delicadeza para com os irmãos, sua caridade para com os pobres e seu amor à Eucaristia. Seus restos repousam na igreja agostiniana de Ratisbona. São Pio X confirmou-lhe o culto em 1909.

Oração:
Deus todo-poderoso e eterno, doador de todos os bens, que concedestes ao Beato Frederico um maravilhoso espírito de disponibilidade e penitência, e um amor ardente à Eucaristia, fazei que, ajudados por sua intercessão, dediquemo-nos de todo coração a vós e a nossos irmãos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
 

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